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A Relíquia

1887

Eça de Queirós

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A Relíquia

Eça de Queirós

1887

Novels

'A Relíquia' is a novel by Eça de Queirós, first published in 1887, that follows Teodorico Raposo, an anti-hero who navigates the complexities of faith, morality, and personal identity. The story critiques societal norms and religious hypocrisy as Teodorico feigns devotion to his wealthy aunt to inherit her fortune, while indulging in debauchery and embarking on a farcical quest for a holy relic in the Holy Land. The novel combines humor with sharp social commentary, reflecting the author's insights into the rigid structures of 19th-century society.

Project Gutenberg

''A Relíquia'' by Eça de Queirós is a novel written in the late 19th century. The story appears to center around the cha...

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Teodorico Raposo, the novel's anti-hero, is a master of deceit, one minute feigning devotion to his rich, pious aunt in...

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A Relíquia
A RelíquiaCurrent
Project Gutenberg · 330 pages (Portuguese)
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“E assim o amor de uma mulher muda a face do mundo, e dá uma religião mais à humanidade!””

— Eça de Queirós

“Uma noite, cedo, fui experimentar se o céu escutara tão valiosas preces. Cheguei à porta da Adélia; e bati, tremendo todo, uma argoladinha humilde. O Senhor Adelino assomou à janela, em mangas de camisa.- Sou eu, Senhor Adelino - murmurei abjetamente e tirando o chapéu. - Queria falar à Adeliazinha.Ele rosnou para dentro, para a alcova, o meu nome. Creio mesmo que disse o carola. E lá do fundo, dentre os cortinados, onde eu a pressentia toda desalinhada e formosa, a minha Adélia gritou com furor:- Atira-lhe para cima dos lombos o balde da água suja!Fugi.””

— Eça de Queirós

“Ã noite, depois do chá, refugiava-me no oratório, como numa fortaleza de santidade, embebia os meus olhos no corpo de ouro de Jesus, pregado na sua linda cruz de pau preto. Mas então o brilho fulvo do metal precioso ia, pouco a pouco, embaciando, tomava uma alva cor de carne, quente e tenra; a magreza de Messias triste, mostrando os ossos, arredondava-se em formas divinamente cheias e belas; por entre a coroa de espinhos, desenrolavam-se lascivos anéis de cabelos crespos e negros; no peito, sobre as duas chagas, levantavam-se, rijos, direitos, dous esplêndidos seios de mulher, com um botãozinho de rosa na ponta; e era ela, a minha Adélia, que assim estava no alto da cruz, nua, soberba, risonha, vitoriosa, profanando o altar, com os braços abertos para mim!””

— Eça de Queirós

“Enfim, a titi faz favor, deixa-me aqui um bocadinho só, no oratório, para aliviar...Muda, impressionada, ela acendeu reverentemente, uma a uma, todas as velas do altar. Chegou mais para a borda uma imagem de São José, favorito da sua alma, para que fosse ele o primeiro a receber a ardente rajada de preces que ia escapar-se, em tumulto, do meu coração cheio e ansioso. Deixou-me entrar, de rastos. Depois, em silêncio, desapareceu, cerrando o reposteiro com recato. E eu ali fiquei, sentado na almofada da Titi, coçando os joelhos, suspirando alto -- e pensando na Viscondessa de Souto Santos ou de Vilar-o-Velho, e nos beijos vorazes que lhe atiraria por aqueles ombros maduros e suculentos, se a pudesse ter só um instante, ali mesmo que fosse, no oratório, aos pés de ouro de Jesus, meu Salvador!””

— Eça de Queirós

“Muda, impressionada, ela acendeu reverentemente, uma a uma, todas as velas do altar. Chegou mais para a borda uma imagem de São José, favorito da sua alma, para que fosse ele o primeiro a receber a ardente rajada de preces que ia escapar-se, em tumulto, do meu coração cheio e ansioso. Deixou-me entrar, de rastos. Depois, em silêncio, desapareceu, cerrando o reposteiro com recato. E eu ali fiquei, sentado na almofada da Titi, coçando os joelhos, suspirando alto ? e pensando na Viscondessa de Souto Santos eu de Vilar-o-Velho, e nos beijos vorazes que lhe atiraria por aqueles ombros maduros e suculentos, se a pudesse ter só um instante, ali mesmo que fosse, no oratório, aos pés de ouro de Jesus, meu Salvador!””

— Eça de Queirós

“Porque agora, eu estava bem decidido a não deixar ir para Jesus, filho de Maria, a aprazível fortuna do Comendador G. Godinho. Pois quê! Não bastavam ao Senhor os seus tesouros incontáveis; as sombrias catedrais de mármore, que atulham a terra e a entristecem; as inscrições, os papeis de credito que a piedade humana constantemente averba em seu nome; as pás de ouro que os Esdados, reverentes, lhe depositam aos pés trespassados de pregos; as alfaias, os cálices, e os botões de punho de diamantes que ele usa na camisa, na sua Igreja da Graça? E ainda voltava, do alto do madeiro, os olhos vorazes para um bule de prata, e uns insípidos prédios da Baixa! Pois bem! Disputaremos esses mesquinhos, fugitivos haveres, tu, ó filho do carpinteiro, mostrando à Titi a chaga que por ela recebeste, uma tarde, numa cidade bárbara da Ásia, e eu adorando essa chaga, com tanto ruído e tanto fausto, que a Titi não possa saber onde está o mérito, se em ti que morreste por nos amar de mais, se em mim que quero morrer por não te saber amar bastante!. . . Assim pensava olhando de través o céu, no silencio da Rua de São Lázaro.””

— Eça de Queirós

“Quando recolhíamos ao quarto, alumiados pelo Gonçalves, passou por nós, bruscamente, no corredor, uma senhora, grande e branca, com um rumor forte de sedas claras, espalhando um aroma de almíscar. Era a inglesa do senhor barão. No meu leito de ferro, desperto pelo barulho das seges, eu pensava nela, rezando Ave-Marias. Nunca roçara corpo tão belo, de um perfume tão penetrante; ela era cheia de graça, O Senhor estava com ela, e passava, bendita entre as mulheres, com um rumor de sedas claras. . .””

— Eça de Queirós

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