O Crime Do Padre Amaro, Scenas Da Vida Devota
1875
This scandalized a nation and exiled its author. When the young, handsome Father Amaro arrives in the provincial town of Leiria, he takes lodgings with São Joaneira, a widow with a beautiful, devout daughter named Amélia. What begins as spiritual guidance curdles into something far more dangerous: a secret love affair conducted in the shadow of the church tower.Queirós strips the cassock off Portuguese Catholicism to reveal the flesh and corruption beneath. His priests are gluttons, lechers, and hypocrites. His townsfolk perform piety while drowning in gossip and lust. Amaro's crisis of faith has nothing to do with theology and everything to do with the body. He wants what he cannot have, and the Church's promises ring hollow against the heat of desire.The supporting cast only sharpens the satire: Canon Dias, São Joaneira's lover and fellow glutton; Dona Maria da Assunção, a wealthy widow with a room full of saints' relics and an insatiable hunger for scandal; João Eduardo, the repressed atheist intellectual who might be the novel's only honest man.This is not a period piece. It is an exorcism of institutional hypocrisy that remains unsettling a century and a half later. For readers who want their satire sharp enough to draw blood.
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“Filosofias, ideias, glórias profanas, gerações e impérios passam: são como os suspiros efêmeros do esforço humano: só ela permanece e permanecerá, a cruz - esperança dos homens, confiança dos desesperados, amparo dos frágeis, asilo dos vencidos, força maior da humanidade.””
— Eça de Queirós
“Quando viesse a apoderar-se legalmente daquela cinta, daqueles peitos, daqueles olhos, daquela Ameliazinha”
— Eça de Queirós
“E agora, dizia o doutor trinchando o peito do frango, agora que eu introduzi a criança no mundo, os senhores (e quando digo os senhores, quero dizer a Igreja) apoderam-se dele e não o largam até a morte. Por outro lado, ainda que menos sofregamente, o Estado não o perde de vista... E aí começa o desgraçado a sua jornada do berço à sepultura, entre um padre e um cabo de polícia!””
— Eça de Queirós
“(...) e então que homem é o senhor que se envergonha das verdades que solta e que não se atreve a manter á luz do dia as opiniões que redigiu na escuridão da noite?””
— Eça de Queirós
“No quiero decir que la confesión sea un juego. ¡Caramba! ¡No soy masón! Lo que quiero decir es que es un medio de persuasión, para saber lo que pasa, para dirigir el rebaño hacia aquí o hacia allí... Y cuando es para el servicio de Dios, es un arma. Ahí está lo que de verdad es, la absolución es un arma.””
— Eça de Queirós
“El corazón es habitualmente una palabra de la que nos servimos, por decencia, para designar otro órgano. Es precisamente ese órgano el único que está interesado, la mayor parte de las veces, en los asuntos del sentimiento.””
— Eça de Queirós
“Depois, a bofetada que lhe dera Amaro fora como a chicotada que esperta um cavalo que preguiça e se atrasa: e a sua paixão, sacudindo-se e relinchando forte, ia-a de novo levando no ímpeto duma carreira fogosa.””
— Eça de Queirós
“E é um ato de humildade, que agrada muito a Deus, o misturar-nos às vezes com os maus; é como quando um grande fidalgo tem de estar lado a lado com um trabalhador de enxada... É como se disséssemos: "Eu sou-te superior em virtude, mas comparado com o que devia ser para entrar na glória, quem sabe se não sou tão pecador como tu!..." E esta humilhação da alma é a melhor oferta que podemos fazer a Jesus.””
— Eça de Queirós






