
Alexandre Herculano was a prominent Portuguese novelist and historian, recognized for his significant contributions to the literary and historical landscape of Portugal in the 19th century. Born into a modest family, he pursued studies in law but soon turned his attention to literature and history, becoming a key figure in the Portuguese Romantic movement. His early works, such as 'Eurico, o Presbítero,' showcased his ability to blend historical narrative with fiction, reflecting the cultural and political issues of his time. Herculano's writing often emphasized themes of national identity and the importance of historical consciousness, which resonated deeply with his contemporaries. In addition to his novels, Herculano was a dedicated historian, producing influential works that sought to illuminate Portugal's past. His historical writings, particularly 'História de Portugal,' were notable for their rigorous scholarship and narrative style, setting a precedent for future historians. Herculano's commitment to the study of history was intertwined with his belief in the necessity of understanding the past to inform the present and future. His legacy endures as he is celebrated not only for his literary achievements but also for his role in shaping the discourse around Portuguese history and identity during a transformative period in the nation’s history.
“Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.”
“Aceitamos a designação de municipalista; aceitamo-la da boca da democracia. Toca-nos provar que o municipalismo, instituição tão antiga, tão permanente como as sociedades, embora enfraquecida e até anulada em várias épocas pelos diversos despotismos, vale infinitamente mais do que as aspirações democráticas; que ele nos oferece o único meio possível de mantermos a nacionalidade, ao passo que seria o mais poderoso instrumento de uma liberdade verdadeira, convertendo o Governo representativo, de uma imensa decepção, numa realidade prática.”
“…porque somos como elles; porque, bem como elles, nos persuadimos de que, varrendo todos os vestigios do Portugal antigo, poderemos esconder aos estranhos a nossa decadencia actual; porque, além disso, cremos que para ser deste seculo, é preciso renegar dos antepassados. Todavia, ainda ha quem deplore a destruição das memorias venerandas de melhores tempos; ainda ha quem lucte contra a torrente de barbaria que alaga este paiz tão rico de recordações, recordações que tantos animos envilecidos pretendem fazer esquecer.”