El Mandarín
1966
''El Mandarín'' by Eça de Queirós is a novel written in the late 19th century. The story follows Teodoro, a resigned and underpaid civil servant, who becomes entangled in an unusual existential dilemma after reading about a wealthy Mandarín in China. The tale explores themes of ambition, morality, and the consequences of one's actions as Teodoro's mundane life is disrupted by the prospect of unimaginable wealth. The opening of the novel introduces us to Teodoro, who lives a monotonous life as a low-ranking clerk, often finding solace in his daydreams and old books. During one of his nightly readings, he is captivated by a magical proposition involving a Mandarín who will leave behind great riches upon his death. Eventually, Teodoro encounters a mysterious figure who encourages him to ring a bell, triggering a series of events that lead to his astonishing inheritance of the Mandarín's fortune. This unexpected twist plants the seeds for Teodoro's subsequent moral quandary as he grapples with the implications of his newfound wealth. As he begins to explore his newfound status, the haunting presence of the Mandarín lingers, setting the stage for deeper reflections on wealth, guilt, and the human condition.
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“Pouco a pouco esta certeza ergueu-se, petrificou-se na minha alma, e como uma coluna num descampado dominou toda a minha vida interior: de sorte que, por mais desviado caminho que tomassem, os meus pensamentos viam sempre negrejar no horizonte aquela memória acusadora; por mais alto que se levantasse o voo das minhas imaginações, elas terminavam por ir fatalmente ferir as asas nesse monumento de miséria moral.””
— Eça de Queirós
“No fundo da China existe um Mandarim mais rico de que todos os reis de que a Fábula ou a História contam. Dele nada conheces, nem o nome, nem o semblante, nem a seda de que se veste. Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que toques essa campainha, posta a teu lado, sobre um livro. Ele soltará apenas um suspiro, nesses confins da Mongólia. Será então um cadáver: e tu verás a teus pés mais ouro do que pode sonhar a ambição dum avaro. Tu, que me lês e és um homem mortal, tocarás tu a campainha?””
— Eça de Queirós
“Ou pelo rapapé ou pelo incensador, o homem prudente deve ir fazendo assim uma série de adulações, desde a Arcada até ao Paraíso. Com um compadre no bairro, e uma comadre mística nas alturas - o destino do bacharel está seguro.””
— Eça de Queirós
“Infelizmente corcovo - do muito que verguei no espinhaço, na Universidade, recuando como uma pega assustada diante dos senhores lentes; na repartição, dobrando a fronte ao pó perante os meus directores-gerais. Esta atitude de resto convém ao bacharel; ela mantém a disciplina num Estado bem organizado; e a mim garantia-me a tranquilidade dos domingos, o uso de alguma roupa branca, e vinte mil réis mensais.””
— Eça de Queirós
“As felicidades haviam de vir: e para as apressar eu fazia tudo o que devia como português e como constitucional: - pedia-as todas as noites a Nossa Senhora das Dores, e comprava décimos da lotaria.””
— Eça de Queirós
“Desde então uma saciedade enervante mantem-me semanas inteiras n'um sophá, mudo e soturno, pensando na felicidade do não-ser...””
— Eça de Queirós




