Dragon's Teeth: A Novel from the Portuguese
1889

''Dragon's Teeth'' is a novel by Eça de Queirós, first published in 1889, that explores the complexities of marriage and societal expectations in late 19th-century Portugal. The story follows Jorge and Luiza, a couple whose domestic tranquility is threatened by the return of Luiza's cousin Bazilio, stirring themes of infidelity and societal constraints. Set against the backdrop of Lisbon, the narrative intricately examines the tension between personal desires and social norms, making it a notable work in Portuguese literature and a significant translation into English.
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“E Luiza tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que estira num banho tépido: sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!””
— Eça de Queirós
“Dera-se então toda a um cão, o «Bilro»; uma criada despedida deu-lhe por vingança rolha cozida; o «Bilro» rebentou, e tinha-o agora empalhado na sala de jantar.””
— Eça de Queirós
“- Realmente vale bem a pena estar uma pobre de Cristo a privar-se, a passar uma vida de coruja, a mortificar-se, para vir um dia uma febre, um ar, uma soalheira, e boas noites, vai-se para o Alto de S. João! Tó rola!””
— Eça de Queirós
“Escutava, com a cabeça apoiada à mão: aqueles sons entravam-lhe na alma com a doçura de vozes místicas que a chamavam: parecia-lhe que ia ser levada por elas, se desprendia de tudo o que era terrestre e agitado, se achava numa praia deserta, junto ao mar triste, sob um frio luar - e ali, puro espírito, livre das misérias carnais, rolava nas ondulações do ar, tremia nos raios luminosos, passava sobre as urzes nos sopros salgados...””
— Eça de Queirós
“E com a voz estrangulada através dos dentes cerrados: - Olhe que nem todos os papéis foram prò lixo!””
— Eça de Queirós




