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Raul Pompéia

Raul Pompéia was a Brazilian writer and journalist, known for his significant contributions to Brazilian literature during the late 19th century. Born in the city of São Paulo, Pompéia was a key figure in the Brazilian literary scene, often associated with the literary movement known as Realism. His works frequently explored themes of social injustice, human psychology, and the complexities of urban life, reflecting the tumultuous changes occurring in Brazilian society at the time. Pompéia's most notable work, 'O Ateneu,' is a semi-autobiographical novel that offers a critical view of the educational system and the moral dilemmas faced by youth in a rapidly modernizing world. This novel is often regarded as one of the first of its kind in Brazilian literature, setting a precedent for future narratives that delve into the intricacies of adolescent experience and societal critique. In addition to 'O Ateneu,' Pompéia wrote essays and short stories that showcased his keen observations of contemporary life and his commitment to social reform. His literary style combined elements of realism with a psychological depth that was ahead of its time, influencing future generations of Brazilian writers. Despite his relatively short life, Pompéia's work left a lasting impact on Brazilian literature, and he is remembered as a pioneering voice who bravely confronted the issues of his day, paving the way for future literary exploration in Brazil.

Famous Quotes

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“Qual a missão da arte? Originária da propensão erótica fora do amor, a arte é inútil”

“Jóias deste preço imobilizavam-se nas coleções, inalienáveis por natureza como certos diamantes. Nem por isso era menos ardente a mercancia na massa febril da pequena circulação; da quantidade infinita dos outros selos, retangulares, octogonais, redondos, elipsoidais, alongados verticalmente, transversalmente, quadrados, lisos, denteados, antiqüíssimos ou recentes, ingleses, suecos, da Noruega, dinamarqueses, de cetro e espada, suntuosos Hannover, como retalhos de tapeçaria, cabeças de águia de Lubeck, torres de Hamburgo, águia branca da Prússia, águia em relevo da moderna Alemanha, austríacos, suíços de cruz branca, da França, imperiais e republicanos, de toda a Europa, de todos os continentes, com a estampa de um pombo, de navios, de um braço armado; gregos com a efígie de Mercúrio, o deus único que ficou de Homero, sobrevivo do Olimpo depois de Pã; selos da China com um dragão esgalhando garras; do Cabo, triangulares; da república de Orange com uma laranjeira e três trompas, do Egito com a esfinge e as pirâmides, da Pérsia de Nasser-ed-Din com um penacho, do Japão, bordados, rendilhados como panos de biombo e de ventarolas, da Austrália, com um cisne; do reino de Havaí, do Rei Kamehameha III, da Terra Nova com uma foca em campo de neve, dos Estados Unidos, de todos os presidentes, da República de São Salvador com uma auréola de estrelas sobre um vulcão, do Brasil, desde os enormes malfeitos de 1843, do Peru com um casal de lhamas; todas as cores, todos os sinetes com que os Estados tarifam as correspondências sentimentais ou mercantis, explorando indistintamente um desconto mínimo nas especulações gigantescas e o imposto de sangue sobre as saudades dos emigrados da fome.””

O Ateneu

“Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora, e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo”

O Ateneu

“Qual a missão da arte? Originária da propensão erótica fora do amor, a arte é inútil”

“Jóias deste preço imobilizavam-se nas coleções, inalienáveis por natureza como certos diamantes. Nem por isso era menos ardente a mercancia na massa febril da pequena circulação; da quantidade infinita dos outros selos, retangulares, octogonais, redondos, elipsoidais, alongados verticalmente, transversalmente, quadrados, lisos, denteados, antiqüíssimos ou recentes, ingleses, suecos, da Noruega, dinamarqueses, de cetro e espada, suntuosos Hannover, como retalhos de tapeçaria, cabeças de águia de Lubeck, torres de Hamburgo, águia branca da Prússia, águia em relevo da moderna Alemanha, austríacos, suíços de cruz branca, da França, imperiais e republicanos, de toda a Europa, de todos os continentes, com a estampa de um pombo, de navios, de um braço armado; gregos com a efígie de Mercúrio, o deus único que ficou de Homero, sobrevivo do Olimpo depois de Pã; selos da China com um dragão esgalhando garras; do Cabo, triangulares; da república de Orange com uma laranjeira e três trompas, do Egito com a esfinge e as pirâmides, da Pérsia de Nasser-ed-Din com um penacho, do Japão, bordados, rendilhados como panos de biombo e de ventarolas, da Austrália, com um cisne; do reino de Havaí, do Rei Kamehameha III, da Terra Nova com uma foca em campo de neve, dos Estados Unidos, de todos os presidentes, da República de São Salvador com uma auréola de estrelas sobre um vulcão, do Brasil, desde os enormes malfeitos de 1843, do Peru com um casal de lhamas; todas as cores, todos os sinetes com que os Estados tarifam as correspondências sentimentais ou mercantis, explorando indistintamente um desconto mínimo nas especulações gigantescas e o imposto de sangue sobre as saudades dos emigrados da fome.””

O Ateneu

“Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora, e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo”

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