A Invenção Do Dia Claro
1921
A Invenção do Dia Claro stands as one of the boldest manifestos of Portuguese modernism. Written in 1921 by José de Almada Negreiros, the polymath poet-painter who helped reshape twentieth-century Portuguese culture, this collection of essays blurs the line between meditation and manifesto. Almada Negreiros writes as though inventing language itself, tumbling through childhood memories, vivid scenes of art, and philosophical musings on light and darkness, thought and feeling. The text pulses with the energy of someone who believes creativity can remake the world, that the act of making something new is itself a kind of illumination. He addresses the reader as a fellow traveler in the search for meaning, using dialogue and image rather than argument to explore what it means to create, to see, to exist. The book serves as both an invitation into the mysteries of artistic creation and a challenge to embrace one's own singular fortune in life. For readers of modernist poetry, for those who believe literature can be a form of visual art, this brief and luminous work offers a window into a vital moment when Portuguese culture looked toward the future.
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“Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão… estou perdido.””
— José de Almada Negreiros
“Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade.””
— José de Almada Negreiros
“Eu queria que os outros dissessem de mim: Olha um homem! Como se diz: Olha um cão! quando passa um cão; como se diz: olha uma arvore! quando ha uma arvore. Assim, inteiro, sem adjectivos, só de uma peça: Um homem!””
— José de Almada Negreiros
“mas os titulos dos livros são como os nomes das pessoas--não quere dizer nada, é só para nãose confundir...””
— José de Almada Negreiros
“Comprei um livro de filosofia. Filosofia é a sciencia que trata da vida; era justamente do que eu necessitava--pôr sciencia na minhavida.Li o livro de filosofia, não ganhei nada, Mãe! não ganhei nada.Disseram-me que era necessario estar já iniciado, ora eu só tenho uma iniciação, é esta de ter sido posto neste mundo á imagem e semelhança de Deus. Não basta?””
— José de Almada Negreiros
“Entrei numa livraria. Puz-me a contar os livros que ha para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.””
— José de Almada Negreiros
“Um dia foi a minha vez de ir a Paris. Foi necessario um passaporte.Pediram a minha profissão. Fiquei atrapalhado! Pensei um pouco pararesponder verdade e disse a verdade: Poeta!Não acceitaram.Tambem pediram o meu estado. Fiquei atrapalhado. Pensei um poucopara responder verdade e disse a verdade: Menino!Tambem não acceitaram.E para ter o passaporte tive de dizer o que era necessario parater o passaporte, isto é”
— José de Almada Negreiros
“Mas eu andei a procurar por todas as vidas uma para copiar e nenhuma era para copiar.””
— José de Almada Negreiros
“Todas as coisas do universo aonde, por tanto tempo, me procurei, são as mesmas que encontrei dentro do peito no fim da viagem que fiz pelo universo.””
— José de Almada Negreiros




